Anais do XXXIV Congresso Brasileiro de Ciência do Solo
Comparação entre métodos de determinação de granulometria do solo
THAÍS NASCIMENTO PESSOA(1); THIAGO REIS PRADO(1); MARÍLIA ALVES BRITO PINTO(2); LUCIANA GOMES CASTRO(1); 1 - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA; 2 - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS;
Os componentes da textura do solo (areia, silte e argila) são considerados fatores de extrema importância na agricultura, estando relacionados com o manejo do sistema agrícola. Atualmente, existem vários métodos de granulometria capazes de determinar essas frações. Este trabalho teve como objetivo avaliar as diferenças entre metodologias de granulometria (método da pipeta) para duas classes de solos. No Laboratório de Física do Solo da UESB, realizou-se o estudo utilizando 44 amostras, sendo 28 de Latossolos e 16 amostras de Cambissolos, classes de solo frequentes no Brasil, que foram submetidas aos métodos: International Soil Science Society (ISSS), U.S. Department of Agriculture (USDA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), sendo que os dois primeiros diferem somente quanto a tamisagem da fração areia. O tipo de dispersor mecânico, tempo de agitação, o volume de suspensão coletado, o tipo e quantidade de dispersante químico, tipo e tempo de fracionamento da areia foram padronizados para todos os métodos. Os teores de argila e silte foram influenciados pelos métodos, enquanto os teores de areia total não. A determinação da argila foi influenciada pela quantidade de material utilizada. Mais trabalhos devem ser desenvolvidos para verificação da quantidade da amostra a ser utilizada e seu efeito no fluxo laminar, princípio fundamental da Lei de Stokes.
Termos de indexação: dispersão, textura, Lei de Stokes.